Bilhete de André Mendonça para Dias Toffoli chama atenção durante sessão do STF


Bilhete de André Mendonça para Dias Toffoli chama atenção durante sessão do STF

Um momento discreto ocorrido durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (15), acabou chamando a atenção de quem acompanhava o julgamento. O ministro André Mendonça enviou um bilhete ao colega Dias Toffoli enquanto o plenário discutia questões relacionadas ao caso Banco Master e ao ministro Alexandre de Moraes.

O recado foi entregue por um assessor. Depois de receber e ler a mensagem, Toffoli fez um sinal positivo com a mão, conhecido como “joinha”. O episódio aconteceu por volta das 11h48, em um momento no qual o ministro Gilmar Mendes fazia uma manifestação no plenário.

O conteúdo do bilhete, porém, não foi divulgado publicamente. Dessa forma, não é possível afirmar qual foi o assunto tratado entre Mendonça e Toffoli. O gesto ocorreu em meio a uma sessão marcada por divergências entre integrantes da Corte e por discussões sobre a condução dos procedimentos relacionados ao caso.

Bilhete foi entregue durante discussão sobre o caso

O momento ocorreu enquanto Gilmar Mendes comentava um ofício encaminhado por Flávio Dino ao presidente do STF, Edson Fachin.

O documento questionava a situação da relatoria da PET 16.662, procedimento que estava sob responsabilidade de André Mendonça e posteriormente passou para Fachin. A discussão sobre a condução desse processo fazia parte dos temas que movimentaram o plenário naquele momento.

Foi justamente durante essa manifestação que um assessor se aproximou de Dias Toffoli e entregou o bilhete enviado por Mendonça.

Toffoli leu o conteúdo e respondeu com um gesto de positivo. Como a mensagem não foi tornada pública, qualquer tentativa de explicar o que teria sido discutido entre os dois ministros seria apenas especulação.

Toffoli não participou da votação

Outro ponto importante é que Dias Toffoli havia declarado impedimento para participar da análise do caso.

O ministro informou que não participaria da votação relacionada ao procedimento envolvendo Alexandre de Moraes. Nunes Marques também declarou impedimento para atuar na análise.

Por isso, embora o bilhete tenha sido trocado durante o julgamento, não há indicação pública de que Toffoli tenha participado das decisões discutidas naquele momento.

O fato de o ministro ter recebido uma mensagem de um colega também não permite concluir qual seria o objetivo do contato. Sem acesso ao conteúdo do recado, a única informação confirmada é a própria troca da mensagem e a reação de Toffoli.

Sessão foi marcada por divergências

A sessão do STF de 15 de setembro ocorreu em um ambiente de fortes divergências entre ministros.

O plenário analisava uma questão relacionada à PET 16.662, procedimento que tem origem em um relatório da Polícia Federal produzido a partir de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo o próprio STF, o documento da Polícia Federal menciona supostos diálogos que teriam relação com Alexandre de Moraes. A Corte, naquele momento, não chegou a analisar o mérito da petição.

A discussão ficou concentrada inicialmente em uma questão processual: a possibilidade de reunir a PET 16.662 com outro procedimento, a PET 16.704.

Essa diferença é importante porque a sessão não terminou com uma decisão sobre a existência ou não de irregularidades envolvendo Moraes.

Pedido de vista interrompeu a discussão

Durante a sessão, Flávio Dino pediu vista do processo.

Com isso, a análise da questão sobre o julgamento conjunto das duas petições foi suspensa. O STF informou oficialmente que o plenário não chegou a examinar o mérito da PET 16.662.

O pedido de vista também fez com que a discussão permanecesse pendente para uma próxima etapa.

Portanto, apesar da grande repercussão da sessão, não houve naquele momento uma decisão definitiva sobre uma eventual investigação contra Alexandre de Moraes.

O que se sabe sobre o bilhete

Até agora, as informações públicas sobre o episódio são limitadas.

O que foi registrado é que André Mendonça escreveu uma mensagem, pediu que um assessor a entregasse a Dias Toffoli e que o ministro leu o recado e respondeu com um gesto positivo.

O episódio ocorreu durante a manifestação de Gilmar Mendes, às 11h48, segundo relatos publicados sobre a sessão.

Não foi divulgado o texto do bilhete nem uma explicação oficial de Mendonça ou Toffoli sobre o assunto tratado.

Por isso, não é possível estabelecer uma relação entre o conteúdo da mensagem e qualquer decisão tomada durante o julgamento.

Bastidores chamaram atenção

Além do bilhete, outros momentos dos bastidores da sessão foram registrados por jornalistas que acompanharam o julgamento.

Relatos publicados pela imprensa mencionaram conversas reservadas entre ministros, além de um abraço entre Flávio Dino e Edson Fachin ao final de uma das etapas da sessão. O plenário também teve momentos de divergência pública entre integrantes da Corte.

Esses episódios ganharam repercussão justamente porque ocorreram durante uma sessão considerada relevante para a discussão sobre os procedimentos relacionados ao caso Banco Master.

Apesar disso, os gestos e conversas registrados nos bastidores não permitem concluir, sem informações adicionais, quais foram os assuntos tratados ou quais efeitos tiveram sobre o julgamento.

Próximos passos do caso

Com o pedido de vista de Flávio Dino, a discussão sobre o julgamento conjunto das petições permanece suspensa.

O próprio STF informou que o mérito da PET 16.662 ainda não havia sido analisado quando a sessão foi interrompida.

Assim, o próximo passo depende da devolução dos autos por Dino e da retomada da análise pelo plenário.

Enquanto isso, o episódio do bilhete continua sendo apenas um dos acontecimentos registrados durante a sessão. Sem a divulgação do conteúdo da mensagem, não há informação oficial que permita afirmar qual foi o tema tratado entre Mendonça e Toffoli.

O que se sabe até agora

O bilhete enviado por André Mendonça a Dias Toffoli foi entregue durante a sessão do STF de 15 de setembro, enquanto Gilmar Mendes fazia uma manifestação no plenário.

Toffoli recebeu o recado, leu a mensagem e respondeu com um sinal positivo. O conteúdo, entretanto, não foi divulgado, e não há confirmação pública sobre o assunto tratado.

A troca ocorreu durante uma sessão que discutia procedimentos relacionados ao caso Banco Master e às informações reunidas pela Polícia Federal a partir do celular de Daniel Vorcaro. O STF esclareceu que o mérito da petição envolvendo Moraes não chegou a ser analisado naquela sessão.

A discussão foi interrompida após o pedido de vista de Flávio Dino. O caso deverá voltar a ser analisado posteriormente, conforme o andamento processual.

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