Deputado dos EUA pede deportação de Flávio Bolsonaro e cobra Marco Rubio
A permanência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo político após uma cobrança do deputado democrata Robert Garcia, representante da Califórnia. O parlamentar enviou uma manifestação ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, na qual pediu explicações sobre a entrada do brasileiro no país e defendeu que ele seja enviado de volta ao Brasil.
A iniciativa acrescentou pressão sobre o governo do presidente Donald Trump, principalmente em relação às circunstâncias da viagem de Flávio e à possível participação de autoridades americanas no deslocamento.
Garcia também questionou a concessão de vistos ao senador e aos familiares. A manifestação, entretanto, não representa uma ordem oficial de deportação. A decisão sobre a permanência de estrangeiros nos Estados Unidos cabe às autoridades competentes do governo americano, conforme os procedimentos previstos na legislação migratória.
Robert Garcia pede que Flávio Bolsonaro deixe os Estados Unidos
O deputado Robert Garcia, do Partido Democrata, direcionou a cobrança a Marco Rubio, responsável pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Na manifestação, o parlamentar questionou a postura do governo Trump diante da presença de Flávio Bolsonaro em território americano. Garcia também defendeu que o senador brasileiro seja enviado de volta ao Brasil para responder às questões relacionadas à Justiça brasileira.
O deputado utilizou o discurso do próprio presidente Donald Trump sobre a política migratória americana para questionar a autorização de entrada concedida ao brasileiro.
A cobrança ganhou repercussão porque envolve um integrante do Congresso dos Estados Unidos e coloca a situação de um político brasileiro no centro de uma discussão sobre imigração e relações diplomáticas.
Além de pedir o retorno de Flávio, Garcia quer esclarecimentos sobre os procedimentos que permitiram sua chegada ao país e sobre a eventual atuação de integrantes do governo americano.
O que Marco Rubio precisa explicar?
Entre os pontos levantados estão as condições em que ocorreu a viagem de Flávio Bolsonaro, a concessão dos vistos e a possível participação de representantes do governo dos Estados Unidos.
O deputado também demonstrou interesse em obter informações sobre eventuais contatos entre autoridades americanas e pessoas envolvidas na organização do deslocamento do senador.
A cobrança ocorre depois que outros parlamentares democratas já haviam encaminhado questionamentos ao Departamento de Estado sobre o mesmo episódio.
Em 29 de outubro, um grupo de 25 deputados democratas enviou uma carta a Marco Rubio com perguntas sobre a possível participação do governo americano na viagem de Flávio. O documento estabeleceu prazo até 13 de novembro para o envio de respostas e solicitou esclarecimentos sobre vistos, contatos diplomáticos e eventual apoio logístico.
A manifestação de Robert Garcia representa uma nova iniciativa política, com uma cobrança mais direta em relação ao retorno do senador brasileiro.
Flávio Bolsonaro chegou a Miami em outubro
Flávio Bolsonaro chegou a Miami, na Flórida, em 28 de outubro de 2026, acompanhado da esposa e das duas filhas.
A viagem ocorreu em meio a questionamentos relacionados a uma determinação judicial brasileira sobre seus documentos de viagem. O episódio despertou atenção porque parlamentares americanos passaram a cobrar explicações sobre como o senador conseguiu entrar nos Estados Unidos.
Reportagens publicadas pela imprensa internacional também apontaram a possível participação de Jason Miller, aliado e assessor político de Donald Trump, na organização de uma aeronave particular utilizada no deslocamento entre a Argentina e os Estados Unidos.
Essas informações motivaram questionamentos sobre eventual colaboração de pessoas ligadas ao governo americano. A extensão de qualquer participação oficial, porém, tornou-se justamente um dos pontos que os parlamentares querem esclarecer. <Cite refs={["turn621466search5","turn621466search2"]}/>
Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não organizaram a viagem
Antes da nova cobrança de Robert Garcia, Marco Rubio já havia comentado publicamente o caso.
Em declaração divulgada em 31 de outubro, o secretário de Estado afirmou que o governo americano não participou diretamente dos preparativos para a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
Rubio disse que as autoridades souberam que o senador chegaria aos Estados Unidos e que Donald Trump decidiu permitir sua entrada, considerando que ele possuía visto.
A declaração procurou diferenciar a autorização de entrada no território americano da organização da viagem propriamente dita.
A versão apresentada por Rubio, no entanto, não encerrou os questionamentos de parlamentares democratas. Eles querem informações mais detalhadas sobre a emissão dos vistos e sobre possíveis contatos entre integrantes do governo e pessoas envolvidas no deslocamento.
Deputado pode determinar a deportação de Flávio Bolsonaro?
Apesar da repercussão da cobrança, Robert Garcia não tem autoridade individual para determinar a deportação de Flávio Bolsonaro.
Nos Estados Unidos, os procedimentos relacionados à situação migratória de estrangeiros são conduzidos por órgãos do Poder Executivo. O Departamento de Segurança Interna e suas agências têm atribuições importantes nesses processos, enquanto o Departamento de Estado atua em questões relacionadas à concessão e à revogação de vistos.
O Congresso americano pode fiscalizar o governo, solicitar documentos, convocar autoridades e promover debates sobre políticas públicas. Entretanto, uma manifestação individual de um deputado não substitui os procedimentos administrativos e legais necessários para retirar alguém do país.
Por isso, o pedido de Garcia deve ser entendido como uma iniciativa política e uma cobrança dirigida à administração Trump, e não como uma decisão que obrigue Flávio a deixar os Estados Unidos.
Até o momento, não há confirmação de uma ordem oficial de deportação decorrente da manifestação do deputado.
Caso pode ampliar debate entre Brasil e Estados Unidos
A situação de Flávio Bolsonaro passou a envolver não apenas questões políticas brasileiras, mas também discussões dentro do Congresso americano.
As cobranças de parlamentares democratas colocam em debate a política migratória do governo Trump e a maneira como autoridades americanas lidam com a entrada de figuras políticas estrangeiras envolvidas em controvérsias judiciais em seus países.
O episódio também pode gerar questionamentos diplomáticos entre Washington e Brasília, especialmente se novas informações sobre a participação de autoridades americanas forem apresentadas.
Por enquanto, as manifestações dos deputados não alteraram oficialmente a situação migratória do senador.
O deputado Robert Garcia aumentou a pressão política sobre o governo Donald Trump ao cobrar explicações de Marco Rubio e defender que Flávio Bolsonaro retorne ao Brasil.
A iniciativa se soma a questionamentos anteriores apresentados por outros parlamentares democratas sobre a viagem do senador e a concessão de vistos à família.
O próximo passo depende de eventuais respostas do Departamento de Estado e de decisões das autoridades migratórias americanas. Até que exista uma medida oficial, o pedido de deportação continua sendo uma manifestação política, sem efeito automático sobre a permanência de Flávio nos Estados Unidos.
