1. Dor nas pernas durante caminhadas
Um dos sinais mais conhecidos de problemas nas artérias das pernas é a dor que aparece durante atividades físicas, principalmente ao caminhar ou subir escadas.
O desconforto pode ser sentido nas panturrilhas, nas coxas, nos quadris ou nos glúteos. Algumas pessoas descrevem a sensação como uma câimbra, queimação, peso ou cansaço muscular.
Uma característica importante é que a dor costuma melhorar depois de alguns minutos de repouso.
Esse sintoma é conhecido como claudicação intermitente e acontece porque os músculos precisam de mais sangue durante o movimento. Quando existe uma obstrução ou estreitamento arterial, o fornecimento pode não ser suficiente para atender à necessidade do organismo.
2. Pés ou pernas mais frios que o normal
Sentir os pés frequentemente frios, especialmente quando apenas um deles apresenta essa característica, também pode merecer investigação.
Quando a circulação sanguínea está comprometida, a quantidade de sangue que chega às extremidades pode diminuir.
A diferença de temperatura entre os dois pés é um detalhe importante, principalmente quando aparece acompanhada de dor, dormência ou mudanças na coloração da pele.
Entretanto, pés frios também podem estar relacionados a outros fatores, como temperatura ambiente e diferentes condições de saúde. Por isso, não devem ser considerados uma confirmação de obstrução arterial.
3. Mudanças na cor da pele
Alterações na coloração dos pés e das pernas podem indicar dificuldades na circulação sanguínea.
Dependendo da situação, a pele pode apresentar aparência mais pálida, azulada ou arroxeada. Em algumas pessoas, também pode ficar avermelhada quando a perna é colocada para baixo.
Essas mudanças podem ocorrer quando os tecidos recebem uma quantidade inadequada de sangue.
Se a alteração for persistente ou aparecer acompanhada de dor, sensação de frio ou perda de sensibilidade, é importante procurar avaliação médica.
4. Feridas que demoram para cicatrizar
Feridas nos pés, dedos ou pernas que permanecem abertas por muito tempo são outro sinal que merece atenção.
A circulação adequada é importante para que o organismo consiga transportar oxigênio e nutrientes necessários à recuperação dos tecidos.
Quando o fluxo sanguíneo está reduzido, o processo de cicatrização pode ficar prejudicado.
Esse problema merece atenção especial em pessoas com diabetes, pressão alta ou histórico de doenças cardiovasculares.
Feridas persistentes também podem evoluir para infecções, principalmente quando não recebem os cuidados necessários.
5. Perda de pelos nas pernas e crescimento lento das unhas
Alterações na aparência das pernas também podem estar relacionadas à doença arterial periférica.
A redução prolongada do fluxo sanguíneo pode contribuir para a diminuição dos pelos nas pernas e dos dedos dos pés.
As unhas também podem apresentar crescimento mais lento, tornando-se frágeis ou quebradiças.
Essas mudanças geralmente não aparecem isoladamente como prova de uma doença vascular. Entretanto, quando acompanhadas de dor ao caminhar, pés frios ou alterações na pele, justificam uma investigação.
6. Dormência, formigamento ou fraqueza nas extremidades
Sensações de formigamento, dormência e fraqueza nas pernas ou nos pés também podem aparecer em pessoas com problemas circulatórios.
Em determinadas situações, a redução da circulação pode prejudicar o funcionamento dos tecidos e provocar desconforto.
Entretanto, esses sintomas possuem diversas outras causas, incluindo alterações nos nervos, problemas na coluna e diabetes.
Por isso, a avaliação médica é importante para identificar a origem correta do problema, principalmente quando a dormência é persistente ou vem acompanhada de mudanças na temperatura e na coloração de uma das pernas.
7. Dor nas pernas mesmo durante o repouso
Em situações mais avançadas da doença arterial periférica, a dor pode deixar de aparecer apenas durante caminhadas.
O desconforto também pode surgir quando a pessoa está sentada ou deitada, inclusive durante a noite.
Em alguns casos, a dor atinge os pés e os dedos, prejudicando o sono e dificultando atividades simples do cotidiano.
Esse tipo de manifestação pode indicar uma redução importante do fluxo sanguíneo e precisa de avaliação médica rápida.
Quando existe dor intensa de início repentino, especialmente acompanhada de pé frio, palidez, dormência ou dificuldade para movimentar a extremidade, a situação pode representar uma emergência vascular.
8. Disfunção erétil
A dificuldade persistente para conseguir ou manter uma ereção também pode estar relacionada a problemas nos vasos sanguíneos.
Isso acontece porque a ereção depende de um fluxo adequado de sangue para o pênis.
Quando existe comprometimento da circulação, a função sexual pode ser afetada.
A disfunção erétil possui diversas causas, incluindo alterações hormonais, diabetes, fatores psicológicos e doenças cardiovasculares.
Por isso, o sintoma merece investigação, especialmente quando aparece associado a outros fatores de risco vascular.
Problemas nas artérias também podem atingir o coração
Embora os sinais apresentados estejam principalmente relacionados à circulação das pernas, a aterosclerose também pode afetar as artérias que transportam sangue para o coração.
Quando as artérias coronárias ficam estreitadas, pode ocorrer uma condição conhecida como doença arterial coronariana.
Um dos sintomas mais conhecidos é a angina, caracterizada por desconforto, pressão, aperto ou dor no peito.
A sensação pode se espalhar para os braços, costas, pescoço ou mandíbula. Falta de ar, suor frio, náuseas e tontura também podem acompanhar um problema cardíaco.
É importante não esperar que todos os sintomas apareçam juntos.
Dor ou pressão no peito persistente, falta de ar intensa, suor frio ou desconforto acompanhado de mal-estar podem indicar um infarto. Nesses casos, procure atendimento de emergência imediatamente, ligando para o SAMU pelo número 192.
O que aumenta o risco de problemas nas artérias?
Existem diferentes fatores que podem favorecer o desenvolvimento da aterosclerose e de doenças circulatórias.
Entre os principais estão:
- Tabagismo;
- Pressão arterial elevada;
- Diabetes;
- Colesterol elevado;
- Sedentarismo;
- Excesso de peso;
- Histórico familiar de doenças cardiovasculares;
- Envelhecimento.
A presença de um ou mais desses fatores não significa que a pessoa necessariamente tenha artérias obstruídas. Entretanto, aumenta a importância do acompanhamento preventivo.
Como cuidar da saúde das artérias?
A prevenção envolve hábitos que ajudam a proteger o coração e os vasos sanguíneos.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, evitar o cigarro e controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicose são medidas importantes.
Pessoas com diabetes, hipertensão ou colesterol elevado devem manter acompanhamento médico e seguir corretamente as orientações recebidas.
Também é importante não iniciar medicamentos, suplementos ou tratamentos caseiros com a intenção de desentupir artérias sem orientação profissional.
Quando existe suspeita de doença arterial periférica, o médico pode solicitar exames específicos, como o índice tornozelo-braquial, que compara a pressão arterial medida no tornozelo com a pressão medida no braço.
Outros exames de imagem também podem ser utilizados para avaliar o fluxo sanguíneo e identificar possíveis estreitamentos.
Os problemas nas artérias podem apresentar sinais que muitas vezes são confundidos com cansaço, envelhecimento ou desconfortos comuns do dia a dia.
Dor nas pernas durante caminhadas, pés frios, alterações na pele e feridas que não cicatrizam estão entre as manifestações que merecem atenção.
No entanto, nenhum desses sintomas isoladamente permite confirmar um diagnóstico. A avaliação médica é fundamental para identificar a causa e determinar o tratamento adequado.
Reconhecer possíveis alterações na circulação e cuidar dos fatores de risco são atitudes importantes para proteger a saúde do coração, das pernas e de todo o sistema cardiovascular.
