Mãe de Luciano Huck declara voto em Lula e relata ameaças sofridas pelo filho caçula
Marta Dora Grostein, mãe do apresentador Luciano Huck, declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em um vídeo publicado nas redes sociais pelo filho caçula, o cineasta Fernando Grostein Andrade, ela explicou que sua decisão está relacionada à preocupação com a violência motivada pela orientação sexual e às consequências que isso teve na vida da família.
No depoimento divulgado em 20 de outubro, Marta contou que Fernando deixou o Brasil depois de receber ameaças de morte. A professora e arquiteta também criticou a possibilidade de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL), afirmando temer retrocessos nas políticas sociais e culturais.
A manifestação ganhou repercussão por unir um relato familiar a um posicionamento eleitoral explícito, em um momento de mobilização política nas redes sociais.
Por que Marta Grostein decidiu votar em Lula?
Marta afirmou que a experiência vivida pelo filho influenciou sua escolha. Segundo o relato publicado no vídeo, Fernando recebeu ameaças por ser gay, incluindo mensagens que faziam referência à entrega de seu corpo em um caixão fechado.
A professora relacionou o episódio ao ambiente de intolerância e à preocupação com a segurança de pessoas LGBTQIA+. Ela também mencionou sua própria memória de períodos de perseguição política no Brasil e disse enxergar riscos para direitos sociais e culturais caso Flávio Bolsonaro vença a eleição.
Ao anunciar sua decisão, Marta afirmou que votará em Lula. A declaração expressa sua avaliação pessoal do cenário político e das políticas públicas que considera importantes para o país.
Quem é Fernando Grostein Andrade?
Fernando Grostein Andrade é cineasta e filho de Marta Dora Grostein. Ele é também irmão mais novo de Luciano Huck. Conforme o depoimento da mãe, o cineasta deixou o Brasil há cerca de sete anos após receber ameaças relacionadas à sua orientação sexual.
Marta aproveitou a publicação para defender o diálogo entre pais e filhos. Ela pediu que outras mães em situações semelhantes procurem ouvir as experiências dos filhos e construam relações baseadas no acolhimento.
O relato traz uma dimensão pessoal ao debate sobre homofobia: além das ameaças descritas, destaca os efeitos que o medo pode ter nas decisões de quem se sente em risco. As mensagens relatadas por Marta, porém, não foram apresentadas na reportagem como resultado de uma investigação independente; são parte do testemunho público da família.
O que Marta disse sobre Flávio Bolsonaro?
No vídeo, Marta criticou a possibilidade de Flávio Bolsonaro chegar à Presidência. Na avaliação dela, um governo do senador poderia representar retrocesso em políticas sociais e culturais que, segundo afirmou, avançaram em administrações anteriores e na atual gestão de Lula. <Cite refs={["turn446877search1","turn446877search9"]}/>
Essa avaliação é um posicionamento político da professora. Os possíveis efeitos de um eventual governo dependem das propostas apresentadas, das decisões tomadas e da atuação das instituições públicas, não podendo ser determinados apenas pelo depoimento.
A declaração também ocorre em uma campanha na qual artistas e outras figuras públicas têm usado suas redes para tornar públicos seus votos e suas preocupações com temas como democracia, direitos civis e diversidade.
Como Luciano Huck reagiu à publicação?
A manifestação da mãe também recebeu uma resposta de Luciano Huck. De acordo com veículos que repercutiram o vídeo, o apresentador escreveu uma mensagem de carinho e admiração à mãe. O comentário, por si só, não equivale a uma declaração pública de voto do apresentador.
A distinção é importante porque manifestações de apoio entre familiares podem ser interpretadas de diferentes formas nas redes sociais. Até que haja uma declaração explícita, não se deve atribuir a uma pessoa uma escolha eleitoral com base apenas na posição de um parente.
Relato pessoal entra no debate eleitoral
O vídeo de Marta Grostein combina três temas: o relato de ameaças contra o filho, a defesa do acolhimento de pessoas LGBTQIA+ e a escolha de um candidato para o segundo turno. Ao tornar público seu voto, ela também procurou chamar a atenção para os impactos que a intolerância pode ter sobre indivíduos e famílias.
Em resumo, Marta declarou voto em Lula e explicou sua decisão a partir da experiência relatada pelo filho caçula, Fernando Grostein Andrade. A publicação acrescenta uma história familiar ao debate eleitoral, mas suas avaliações sobre os candidatos devem ser entendidas como opiniões pessoais, separadas de fatos que possam ser verificados de forma independente.
