Pesquisa Veritá mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno

Pesquisa Veritá mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno

Uma nova pesquisa do Instituto Veritá, divulgada na sexta-feira (23 de outubro de 2026), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O levantamento foi publicado a dois dias da votação, marcada para domingo (25). 

Nos números de votos válidos, Flávio aparece com 51,3%, enquanto Lula registra 48,7%. A diferença entre os candidatos é de 2,6 pontos percentuais, segundo o estudo. O resultado representa um retrato das intenções de voto durante o período da coleta, mas não determina antecipadamente quem vencerá a eleição. 

A proximidade do pleito aumenta a atenção sobre os levantamentos eleitorais, que ajudam a acompanhar o cenário político na reta final da campanha. A decisão oficial, porém, será definida pela votação e pela apuração da Justiça Eleitoral.

Veja os números da pesquisa Veritá

O levantamento também apresentou os resultados considerando as respostas de todos os entrevistados, incluindo votos brancos, nulos e pessoas que não souberam ou não responderam.

Candidato ou opção Intenção de voto
Flávio Bolsonaro (PL) 50,2%
Lula (PT) 47,5%
Branco ou nulo 1,4%
Não sabe ou não respondeu 0,9%

Fonte: Instituto Veritá, conforme divulgação do R7. 

Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, os percentuais ficam em 51,3% para Flávio Bolsonaro e 48,7% para Lula. Essa é a forma de apresentação usada para comparar diretamente os candidatos na disputa pelo segundo turno. 

Como foi realizada a pesquisa

De acordo com as informações divulgadas, o Instituto Veritá entrevistou 15.554 eleitores entre os dias 18 e 22 de outubro. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06070/2026. O registro permite consultar as informações formais do levantamento, incluindo os dados técnicos declarados pelo instituto. 

A margem de erro é importante para interpretar os resultados, pois indica a incerteza estatística associada à estimativa. Ela não significa que os percentuais necessariamente mudarão, nem permite prever com certeza o comportamento dos eleitores no dia da votação.

Além disso, os números refletem as respostas obtidas durante o período de entrevistas. Mudanças de opinião, comparecimento às urnas e outros fatores podem influenciar o resultado efetivo.

Quem os eleitores acreditam que vai vencer?

O levantamento também investigou a expectativa dos entrevistados sobre o resultado da eleição, independentemente do candidato em quem pretendem votar.

Nesse quesito, 51,1% disseram acreditar na vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 44% apontaram Lula como provável vencedor. Esse indicador mede a percepção dos participantes sobre o desfecho da disputa, e não a intenção de voto propriamente dita. 

A diferença entre expectativa de vitória e intenção de voto é relevante. Uma pessoa pode acreditar que determinado candidato vencerá sem necessariamente declarar voto nele. Por isso, os dois resultados precisam ser analisados separadamente.

Pesquisa não define o resultado das urnas

O levantamento do Veritá acrescenta informações ao cenário eleitoral na reta final da disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula. Os números divulgados colocam o candidato do PL à frente na estimativa de votos válidos, enquanto o atual presidente aparece na sequência.

Ainda assim, uma pesquisa eleitoral não substitui a votação. Os percentuais representam as respostas dos entrevistados no período analisado e estão sujeitos às limitações próprias de qualquer levantamento estatístico.

Com o segundo turno previsto para 25 de outubro, o resultado definitivo dependerá dos votos registrados e contabilizados pela Justiça Eleitoral. Até a divulgação oficial da apuração, os números devem ser tratados como estimativas de intenção de voto, e não como confirmação de vitória de qualquer candidato.

 

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