Mãe e filha morrem com apenas 10 horas de diferença após enfrentarem câncer em SP
Uma família de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, enfrentou uma sequência de perdas em poucas horas. Maria Elisabete Nogueira, de 56 anos, e a filha, Cibele Fernanda Marchis, de 28, morreram após enfrentarem diferentes tipos de câncer.
Cibele morreu na tarde de quinta-feira (24), por volta das 16h. Aproximadamente dez horas depois, durante a madrugada de sexta-feira (25), a família recebeu a notícia de que Maria Elisabete também havia morrido. As duas estavam internadas em hospitais diferentes.
Mãe e filha não chegaram a saber da morte uma da outra
Um dos aspectos que mais chamou a atenção no caso foi o fato de uma não ter sido informada sobre a morte da outra.
Quando Cibele morreu, Maria estava internada e sedada. Segundo familiares, por causa de seu estado, ela não recebeu a notícia de que a filha havia falecido.
Enquanto parentes participavam da despedida de Cibele, veio a confirmação da morte de Maria, durante a madrugada. A sequência dos acontecimentos tornou o momento ainda mais difícil para a família.
Segundo relatos de familiares, mãe e filha já haviam manifestado o desejo de não precisar enfrentar a morte uma da outra. Dessa forma, nenhuma das duas teria tomado conhecimento da perda antes de também morrer.
Cibele enfrentava um câncer raro
Cibele Marchis tinha 28 anos e vinha enfrentando um tipo raro de câncer na região da suprarrenal.
O diagnóstico ocorreu em 2024, e, durante o tratamento, ela passou por procedimentos cirúrgicos, quimioterapia e outros cuidados médicos. Em determinado momento, seu estado de saúde chegou a ser considerado grave após complicações relacionadas a cirurgias.
Mesmo diante das dificuldades, Cibele chegou a apresentar períodos de recuperação e retomou algumas atividades depois de receber alta. Ela também compartilhava momentos de sua rotina e do tratamento nas redes sociais.
A jovem chegou a visitar a mãe
Antes de sua própria internação, Cibele chegou a visitar Maria Elisabete no hospital.
A mãe também enfrentava uma doença grave, mas de natureza diferente. A família acompanhava o tratamento das duas em unidades hospitalares distintas.
A proximidade entre as mortes fez com que os familiares precisassem lidar simultaneamente com duas despedidas.
Maria Elisabete recebeu diagnóstico de câncer no pâncreas
Maria Elisabete, conhecida como Bia Nogueira, tinha 56 anos. Segundo informações divulgadas por familiares, ela procurou atendimento médico inicialmente por suspeitar de um problema na vesícula.
Os exames, porém, apontaram um câncer agressivo no pâncreas. O quadro teria evoluído rapidamente, acompanhado de dores intensas e necessidade de internação.
Maria estava hospitalizada desde 17 de setembro.
A doença da mãe e o diagnóstico da filha eram diferentes, embora as duas estivessem passando por tratamentos relacionados ao câncer. Por isso, os familiares acompanhavam situações clínicas distintas ao mesmo tempo.
Velório e sepultamento aconteceram juntos
Depois das duas mortes, a família conseguiu organizar uma despedida conjunta.
Maria Elisabete e Cibele foram veladas e sepultadas na sexta-feira (25), no Cemitério Municipal Santo Antônio, em Mogi Guaçu.
Cibele era filha única. A sequência das mortes também representou uma perda dupla para o pai da jovem, que perdeu a esposa e a filha em um intervalo de aproximadamente dez horas.
A cerimônia reuniu familiares e pessoas próximas, que prestaram homenagens às duas.
Família enfrenta agora o período de luto
A história repercutiu justamente pela combinação de fatores: duas mortes provocadas por doenças diferentes, ocorridas em aproximadamente dez horas, e sem que mãe e filha soubessem da partida uma da outra.
Familiares e amigos passaram a compartilhar mensagens de carinho e lembranças nas redes sociais. Para quem convivia com as duas, a despedida conjunta marcou um momento particularmente doloroso.
O caso permanece como uma história de forte impacto familiar, mas também de uma relação marcada pela proximidade entre mãe e filha durante um período difícil de tratamento.
