Rejeição ao governo Lula permanece acima de 40% em todas as rodadas da pesquisa Nexus
A avaliação do governo Lula continua marcada por um cenário de forte divisão entre os brasileiros. Dados da pesquisa BTG Pactual/Nexus mostram que a parcela de entrevistados que avalia negativamente a administração federal permanece acima dos 40% ao longo das dez rodadas do levantamento. Na rodada mais recente, divulgada em 17 de agosto de 2026, a avaliação ruim ou péssima chegou a 44%, enquanto 34% classificaram o governo como ótimo ou bom.
O resultado chama atenção porque ocorre em um período de intensa movimentação política e a poucos meses das eleições de 2026. Ao mesmo tempo em que a rejeição continua elevada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem numérica nas intenções de voto para o primeiro turno, mostrando que avaliação do governo e preferência eleitoral não necessariamente caminham no mesmo ritmo.
Rejeição ao governo Lula segue em patamar elevado
A série histórica da Nexus evidencia a dificuldade do governo em reduzir de maneira consistente a parcela de eleitores que fazem uma avaliação negativa da gestão.
Na décima rodada, 44% dos entrevistados classificaram o governo como ruim ou péssimo. O percentual ficou acima dos 34% que avaliaram a administração como ótima ou boa.
Diferença entre avaliação positiva e negativa
A distância entre os dois grupos mostra que existe uma parcela expressiva do eleitorado que permanece insatisfeita com a administração federal.
Ainda assim, os números não significam que todo esse grupo necessariamente votará contra Lula. A avaliação de governo é apenas um dos elementos que podem influenciar uma decisão eleitoral.
Pesquisa mostra cenário político dividido
A nova pesquisa também apresenta um ambiente eleitoral bastante competitivo.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36%. Outros nomes aparecem com percentuais menores, entre 1% e 5%.
Esse resultado demonstra que, apesar da rejeição ao governo, Lula mantém uma posição de liderança na disputa presidencial.
Eleição promete ser acirrada
A diferença entre os dois principais nomes é relativamente pequena e precisa ser analisada considerando a margem de erro da pesquisa.
No segundo turno, a disputa fica ainda mais equilibrada: Lula aparece com 47%, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o cenário é considerado de empate técnico.
O que explica a permanência da rejeição?
A avaliação de um governo é influenciada por diversos fatores, entre eles a situação econômica, segurança pública, serviços oferecidos pelo Estado e percepção sobre as decisões políticas tomadas durante o mandato.
Além disso, acontecimentos recentes e o ambiente de polarização também podem interferir na maneira como os eleitores enxergam a administração federal.
Polarização continua influenciando o eleitorado
A disputa presidencial de 2026 ocorre em um ambiente de forte divisão política.
A pesquisa BTG/Nexus mostra que a polarização continua sendo percebida de maneiras diferentes entre os grupos sociais. Levantamento anterior da instituição apontou que o desconforto com o ambiente político é especialmente elevado entre eleitores com ensino superior.
Esse cenário pode contribuir para manter elevados os índices de rejeição dos principais nomes da disputa.
Lula mantém liderança nas intenções de voto
Apesar da avaliação negativa do governo, Lula segue liderando o primeiro turno na pesquisa mais recente.
No levantamento estimulado, o presidente aparece com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36%. Ronaldo Caiado registra 5%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 4% cada.
Cenários de segundo turno mostram equilíbrio
Quando são considerados possíveis confrontos no segundo turno, a vantagem de Lula diminui.
Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 47% contra 44%. Em uma eventual disputa com Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% contra 42%. Já diante de Romeu Zema, o resultado é de 46% a 41%.
Os números indicam uma eleição potencialmente competitiva.
Pesquisa ouviu mais de 2 mil eleitores
A décima rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto de 2026.
O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03317/2026.
Margem de erro precisa ser considerada
Ao analisar pesquisas eleitorais, é importante observar a margem de erro antes de interpretar diferenças pequenas entre candidatos.
Por exemplo, uma diferença de três pontos percentuais pode representar um cenário de empate técnico quando está dentro da margem estabelecida pelo levantamento.
Por isso, os números devem ser observados como um retrato do momento em que a pesquisa foi realizada, e não como uma previsão do resultado das urnas.
Cenário pode mudar até a eleição
A campanha eleitoral ainda está em fase inicial, e mudanças na preferência dos eleitores podem ocorrer ao longo dos próximos meses.
Debates, propostas, acontecimentos políticos e questões econômicas podem alterar a percepção do eleitorado.
Próximas pesquisas serão importantes
As próximas rodadas da Nexus poderão indicar se a rejeição ao governo Lula continuará acima dos 40% ou se haverá alguma mudança significativa na avaliação da administração.
Também será importante acompanhar a evolução das intenções de voto e dos índices de rejeição dos principais candidatos.
Conclusão
Os dados da pesquisa BTG Pactual/Nexus mostram um cenário político marcado por contradições. De um lado, a rejeição ao governo Lula permanece elevada, com 44% de avaliação ruim ou péssima na décima rodada. De outro, o presidente continua liderando numericamente a corrida pelo primeiro turno, com 41% das intenções de voto.
No segundo turno, porém, a disputa se torna mais equilibrada, com Lula marcando 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro. Com a campanha eleitoral avançando, novas pesquisas deverão mostrar se esse cenário permanecerá estável ou se haverá mudanças importantes na preferência dos eleitores.
