Empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morre após cirurgia plástica em Goiânia


Empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morre após cirurgia plástica em Goiânia

Descrição curta: Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu após passar por seis procedimentos estéticos em Goiânia. Família denuncia possível negligência e caso será investigado.

A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu após ser submetida a uma série de procedimentos estéticos em um hospital de Goiânia, em Goiás. O caso ganhou repercussão depois que familiares questionaram o atendimento recebido pela empresária após a cirurgia e procuraram as autoridades para pedir uma investigação.

Andreia morava na Espanha havia cerca de cinco anos e teria viajado ao Brasil especialmente para realizar os procedimentos estéticos. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ela passou por seis intervenções no rosto, realizadas em uma cirurgia que durou mais de oito horas.

A morte aconteceu no dia 12 de agosto de 2026, mas o caso passou a ter maior repercussão nos últimos dias, após os familiares relatarem as circunstâncias que antecederam a morte e pedirem esclarecimentos sobre o atendimento médico.

Andreia Vieira Gaspar morreu após procedimentos estéticos

Segundo informações divulgadas sobre o caso, Andreia procurou atendimento médico para realizar diferentes procedimentos estéticos de forma simultânea.

A empresária teria investido aproximadamente R$ 118 mil na cirurgia, que tinha como objetivo realizar mudanças principalmente na região do rosto, pescoço e mandíbula.

Cirurgia durou mais de oito horas

De acordo com informações repassadas pela família, a operação teve duração superior a oito horas.

Entre os procedimentos realizados estavam uma ritidoplastia profunda, intervenções no pescoço, alterações na linha do cabelo, reposicionamento do queixo e retirada de excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras.

Também teria sido realizada aplicação de células-tronco retiradas do próprio corpo da paciente.

A quantidade de procedimentos realizados durante a mesma cirurgia passou a ser um dos pontos observados no caso.

Família denuncia possível negligência

Após a cirurgia, familiares afirmaram ter percebido que o estado de saúde de Andreia apresentava sinais preocupantes.

Segundo o relato da irmã, Djiane Vieira, a empresária estava com a língua bastante inchada e apresentava dificuldade para fechar a boca. A familiar afirmou que chamou a atenção da equipe médica para a situação.

Ainda de acordo com os familiares, o quadro teria piorado algumas horas depois do procedimento.

A família passou então a questionar se o atendimento oferecido após a cirurgia foi adequado e decidiu procurar as autoridades.

Ministério Público pediu investigação

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) encaminhou o caso para a Polícia Civil e solicitou a abertura de um inquérito para investigar uma possível prática de homicídio culposo.

A investigação deverá analisar documentos médicos, exames, prontuários e outros elementos capazes de esclarecer o que aconteceu antes e depois da cirurgia.

É importante destacar que a existência de uma investigação não significa que houve crime ou que alguém seja culpado. A responsabilidade deverá ser determinada pelas autoridades competentes após a análise das evidências.

Qual foi a causa da morte?

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o laudo médico apontou trombose aguda e infarto pulmonar como causa da morte.

A família, entretanto, questiona as circunstâncias que levaram ao agravamento do quadro de saúde da empresária e busca esclarecer se houve falhas no atendimento prestado após os procedimentos.

A investigação será responsável por avaliar a relação entre as complicações apresentadas e os procedimentos realizados.

Família questiona estrutura do hospital

Outro ponto levantado pelos familiares envolve a estrutura disponível na unidade onde a cirurgia foi realizada.

A irmã de Andreia afirmou que o hospital não teria uma UTI disponível e também questionou a existência de uma ambulância adequada para atender a paciente em uma situação de emergência.

Essas alegações ainda precisam ser analisadas pelas autoridades.

O Hospital Ankar, por sua vez, afirmou que a paciente recebeu atendimento emergencial e que os registros relacionados ao atendimento estão documentados no prontuário.

Médico responsável se manifesta

O médico Lessandro Martins, responsável pelos procedimentos, lamentou a morte de Andreia e afirmou que colaborará com as autoridades responsáveis pela apuração.

Por causa do sigilo médico, o profissional informou que não irá divulgar publicamente informações clínicas, exames ou detalhes do atendimento.

Segundo a manifestação divulgada, todos os esclarecimentos necessários deverão ser apresentados aos órgãos responsáveis pela investigação.

Hospital também afirma que vai colaborar

A defesa do hospital declarou que lamenta profundamente a morte da paciente e manifestou solidariedade aos familiares.

A unidade também informou que as avaliações e os exames pré-operatórios teriam sido realizados externamente e que os registros do atendimento estão documentados e poderão ser disponibilizados às autoridades.

Com isso, as versões apresentadas pela família, pelo médico e pelo hospital deverão ser confrontadas durante a investigação.

Andreia teria viajado da Espanha para o Brasil

Um dos detalhes que chamaram atenção no caso é que Andreia Vieira Gaspar morava na Espanha.

Segundo familiares, ela vivia no país europeu havia aproximadamente cinco anos e retornou ao Brasil para realizar o procedimento estético em Goiânia.

A família contou que a empresária considerava a cirurgia um sonho pessoal.

Procedimentos foram planejados antes da cirurgia

De acordo com os relatos familiares, Andreia teria mantido contato com o médico antes de viajar ao Brasil.

A família afirma que parte das orientações ocorreu à distância e que a empresária teria apresentado exames realizados anteriormente.

Os familiares também alegam que exames apontavam a existência de uma infecção antes da cirurgia e questionam se essa condição deveria ter sido considerada antes da realização dos procedimentos.

Essa informação será um dos pontos que poderão ser analisados pelas autoridades durante a investigação.

O caso agora está sob investigação

A morte de Andreia Vieira Gaspar deverá ser esclarecida a partir da análise dos documentos e depoimentos que serão reunidos pelas autoridades.

O Ministério Público já solicitou a investigação de uma possível ocorrência de homicídio culposo, e a Polícia Civil deverá analisar as circunstâncias da cirurgia e do atendimento posterior.

Entre os pontos que podem ser investigados estão a avaliação pré-operatória, a quantidade de procedimentos realizados, as condições clínicas da paciente, o atendimento após a cirurgia e a estrutura disponível no hospital.

Conselho de Medicina também acompanha o caso

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que denúncias relacionadas à conduta médica são apuradas de forma sigilosa.

O órgão também pode solicitar esclarecimentos ao responsável técnico pela instituição envolvida.

Assim, além da investigação policial, o caso poderá ter desdobramentos na esfera ética e profissional.

Morte causa comoção entre familiares

A morte de Andreia provocou forte impacto entre os familiares, principalmente porque, segundo os relatos divulgados, ela havia viajado ao Brasil com a expectativa de realizar um sonho pessoal.

A irmã da empresária falou sobre a dor de perder Andreia após o procedimento e afirmou que deseja que todos os fatos sejam esclarecidos.

A família agora aguarda o avanço das investigações para entender exatamente o que aconteceu durante as horas que sucederam a cirurgia.

O que pode acontecer daqui para frente?

A investigação deverá reunir informações médicas e ouvir pessoas que participaram do atendimento.

Também poderão ser analisados exames, prontuários, documentos e outros elementos relacionados ao procedimento realizado em Goiânia.

Somente após essa análise será possível determinar se houve alguma irregularidade ou falha no atendimento.

Por enquanto, as denúncias apresentadas pela família são objeto de apuração e não representam uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade.

A morte de Andreia Vieira Gaspar, aos 51 anos, deixa um caso que ainda deverá ter novos capítulos conforme avançarem as investigações.

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